Marcámos a Rainha da Vespa-Asiática!
A rainha fundadora de um ninho de vespas é o pilar de toda a colónia. Para compreender o seu desenvolvimento, é útil marcar a rainha da vespa-asiática. Porquê? Porque queremos ter a certeza de que continua viva e que não foi substituída por outra rainha semelhante. Marcar uma rainha de vespa-asiática será uma aposta louca? Será sequer possível? Pois bem, nós conseguimos!
Acompanhar os ninhos primários
Esta primavera, tivemos a oportunidade de acompanhar de perto a fundação de um ninho de vespa-asiática. Esta rainha instalou-se mesmo ao nosso lado. Por isso, em vez de intervirmos imediatamente, decidimos observá-la muito, muito de perto. Paralelamente às operações de captura, é útil compreender a dinâmica da colónia. Instalámos uma câmara no ninho 24 horas por dia, 7 dias por semana, durante mais de 60 dias.
Porquê marcar a rainha da vespa-asiática?
À medida que observávamos o ninho, tornou-se evidente que precisávamos de confirmar se continuava a ser a mesma rainha. Afinal, nada se parece mais com uma rainha fundadora de vespa-asiática do que outra rainha fundadora.
Além disso, existem muitas oportunidades de substituição entre rainhas de vespa-asiática. Várias vezes observámos outras fundadoras a rondar o ninho, como se pensassem: “Este ninho está muito bonito, ficava com ele e poupava-me imenso trabalho”. Por isso, sim, existem confrontos e o risco de uma rainha ser expulsa é real.
Passar à ação: marcar a rainha ao vivo
Decidimos então marcar a rainha. Digamos que não éramos propriamente amigas, mas coexistíamos com uma certa harmonia, o que facilitou um pouco a operação. Utilizámos equipamento de marcação de rainhas de abelhas e seguimos uma abordagem semelhante… com uma diferença: neste caso, a rainha selvagem de vespa-asiática tinha de entrar sozinha na nossa caixa. Poupamos-lhe os detalhes e convidamo-lo a ver tudo no vídeo!
Depois disso, tornou-se muito mais fácil acompanhar as suas atividades. Verónica Velutina, como lhe chamámos, conseguiu criar com sucesso a sua primeira geração de obreiras. Depois, começou a reduzir o número das suas saídas para o exterior… mas isso já é outra história.